Dias Comuns

qualquer coisa aleatória que passa na cabeça

11 de abril de 2011

Freakonomics


O livro que eu tanto queria, finalmente eu tenho. E é ótimo!

A seguir transcreverei alguns momentos bacanas do livro.

Sobre economia e incentivos

"A Economia é, em essência, o estudo dos incentivos: como as pessoas conseguem o que querem, ou aquilo de que precisam, principalmente quando outras pessoas querem a mesma coisa ou dela precisam.[...] Incentivos não passam de meios para estimular as pessoas a fazer mais coisas boas e menos coisas ruins [...] Os incentivos existem em três tipos de sabores básicos: econômico, social e moral"

Sobre doação de sangue

"[...]Neste caso procurava-se aprender mais a respeito da motivação por trás das doações de sangue. O resultado mostrou que quando as pessoas recebem uma pequena remuneração para fazer a doação, em lugar de serem apenas elogiadas por seu altruismo, a tendencia é diminuirem as doações. A remuneração transformou um ato de caridade em um meio doloroso de ganhar alguns trocados, fazendo com que ele deixasse de fazer vale a pena. E se aos doadores tivesse sido oferecido um incentivo de $50, $500 ou $5 mil? Certamente o número de doações teria aumentado drasticamente. Mas outra coisa também sofreria uma mudança drástica, pois todo incentivo tem seu lado negativo. Se um litro de sangue passasse a valer $5 mil, muita gente tomaria nota disso e talvez procurasse obtê-lo na ponta da faca. E possível que alguns tentassem fazer passar por seu o sangue de animais. Outros talvez falsificassem a própria identidade para doar acima dos limites permitidos. Seja qual for o incentivo, seja qual for a situação, gente desonesta sempre tentará obter vantagens através dos meios. "

Sobre a obra de Adam Smith, A teoria dos sentimentos morais

"Por mais que se considere egoísta um individuo, existem evidentemente alguns princípios em sua natureza, que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, tornando necessária para ele a felicidade desses outros, embora daí não lhe advenha coisa alguma além do prazer de testemunhá-la"

Sobre o tráfico de crack

"O problema do tráfico de crack é o mesmo que afeta todas as outras profissões glamourosas: um monte de gente competindo por um pequeno punhado de prêmios. Ganhar muito dinheiro na gangue do crack não era muito mais provável do que se tornar estrela do cinema para a matuta ou conseguir um lugar na liga principal para o zagueiro do time escolar"

Sobre o fator pavor

"Num mundo cada vez mais impaciente diante de processos de longo prazo, o medo é um potente elemento de curto prazo. Digamos que você seja uma autoridade do governo encarregada de buscar recursos para combater um de dois males mais comprovadamente letais: os ataques terroristas e as doenças cardíacas. Qual dessas causas levaria os membros do Congresso a abrir os cofres? A probabilidade de qualquer pessoa ser morta em um ataque terrorista é infinitesimalmente menor do que a da mesma pessoa entupir suas artérias de gordura alimentar e morrer de uma doença cardíaca. Só que um ataque terrorista acontece agora; a morte por doença cardíaca é uma catástrofe distante e silenciosa. Os atos terroristas estão fora do nosso controle; as batatas fritas, não. Tão importante quanto o fator controle é aquilo que Peter Sandman chama de fator pavor. A morte provocada por ataque terrorista (ou pelo mal da vaca louca) é considerada absolutamente pavorosa; a morte causada por uma doença cardíaca, por algum motivo, não é vista assim"

Sobre votação pela Internet

"Enquanto que nos Estados Unidos todo eleitor precisa se registrar, na Suíça a situação é diferente. Todo cidadão suíço recebe automaticamente uma cédula pelo correio, que, a seguir, pode ser preenchida e enviada à Justiça Eleitoral, também pelo correio. Sob a ótica de um cientista social, existe beleza na montagem desse esquema de votação postal. Devido ao fato de ele ter sido introduzido nos diferentes cantões (os 26 distritos semelhantes a Estados que compõem a Suíça) em anos distintos, foi possível realizar uma mensuração sofisticada dos efeitos da medida no decorrer do tempo. Nunca mais nenhum eleitor suíço precisou marchar até as urnas debaixo de uma chuva torrencial. O custo do voto individual foi significativamente reduzido. Portanto, um modelo econômico preveria que a participação do eleitor aumentaria substancialmente. Foi isso o que aconteceu? De jeito nenhum. Na verdade, com freqüência, a participação do eleitor diminuiu, especialmente nos cantões menores e nas pequenas comunidades."

POR QUE ISSO ACONTECEU? Leia o livro. Compre-o! Vale a pena. Ninguém me pagou para fazer propaganda dele. Jogue ai no Google "Freakonomics livro comprar" e adquira já o seu!
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